sexta-feira, 3 de julho de 2020

Língua Portuguesa - Ensino médio. 3º B - Professora Arlene

Língua Portuguesa - Ensino médio. 3º B - Professora Arlene


Atividade

I- Preparando a leitura.


Revista onda jovem_arte_e_cultura
Observe a capa da revista e responda:

1- Supondo que você encontrasse uma revista chamada Onda Jovem, numa banca de revistas, você acharia que ela era dirigida a você? Por quê?
2- De que assuntos você acha que ela trataria? Que pontos de vista você acha que ela assume?


II- Agora você vai ler um texto retirado da revista Onda Jovem. Seu título é A beleza do humano, nada mais.
  •  De que assunto você acha que o texto trata?
  • Depois, durante a leitura, observe: Quem é o autor do texto? Por que esse autor tem autoridade para falar desse tema? Que resposta o autor dá para a pergunta que faz logo de início?

A beleza do humano, nada mais
Ferreira Gullar

Confesso que, espontaneamente, nunca me coloquei esta questão: para que serve a arte? Desde menino, quando vi as primeiras estampas coloridas no colégio (que estavam muito longe de serem obras de arte), deixei-me encantar por elas a ponto de querer copiá- las ou fazer alguma coisa parecida.
Não foi diferente minha reação quando li o primeiro conto, o primeiro poema e vi a primeira peça teatral. Não se tratava de nenhum Shakespeare, de nenhum Sófocles, mas fiquei encantado com aquilo. Posso deduzir daí que a arte me pareceu tacitamente necessária. Por que iria eu indagar para que serviria ela, se desde o primeiro momento me tocou,me deu prazer?
Mas se, pelo contrário, ao ver um quadro ou ao ler um poema, eles me deixassem indiferente, seria natural que perguntasse para que serviam, por que razão os haviam feito.
Então, se o que estou dizendo tem lógica, devo admitir que quem faz esse tipo de pergunta o faz por não ser tocado pela obra de arte. E, se é este o caso, cabe perguntar se a razão dessa incomunicabilidade se deve à pessoa ou à obra. Por exemplo, se você entra numa sala de exposições e o que vê são alguns fragmentos de carvão colocados no chão formando círculos ou um pedaço de papelão de dois metros de altura amarrotado tendo ao lado uma garrafa vazia, pode você manter-se indiferente àquilo e se perguntar o que levou alguém a fazê-lo. E talvez conclua que aquilo não é arte ou, se é arte, não tem razão de ser, ao menos para você.
Na verdade, a arte em si não serve para nada. Claro, a arte dos vitrais servia para acentuar atmosfera mística das igrejas e os afrescos as decoravam como também aos palácios.Mas não residia nesta função a razão fundamental dessas obras e, sim, na sua capacidade de deslumbrar e comover as pessoas.
Portanto, se me perguntam para que serve a arte, respondo: para tornar o mundo mais belo, mais comovente e mais humano.
Onda Jovem. São Paulo, ano 1, n. 3, nov. 2005/fev. 2006.

III- Estudo do texto

1. Por que o texto de Ferreira Gullar faz parte dessa edição da revista Onda Jovem? Qual é a relação ?

2. O que o autor quer dizer com “tacitamente” necessária? Relacione esse advérbio com outros elementos do contexto em que aparece; se precisar, procure a palavra em um dicionário.

3. Que coisas são para você “tacitamente necessárias” ou “tacitamente boas”? Você conhece alguém que, ao contrário, não esteja convencido de que essas coisas sejam boas ou até mesmo necessárias?

4. No quarto parágrafo, o autor fala em “incomunicabilidade”. Por quê? 

5. Que relação há entre comunicação e arte? Ao responder, pense no que diz o texto e, também, em sua experiência com diferentes formas de arte.

6- A beleza do humano, nada mais é um texto de opinião. É importante lembrar que a defesa de uma opinião pressupõe argumentos e provas. Ou seja, você precisa sustentar o que afirma! Toda essa conversa está mais próxima de nós do que você imagina, pois sempre que falamos estamos estabelecendo um ponto de vista sobre o mundo. Nas conversas com a família ou com amigos, você emite e enfrenta opiniões a todo instante. E é preciso ter bons argumentos para convencer os outros! 
Do mesmo modo,lemos textos dessa natureza a todo momento. Que textos de opinião você lê cotidianamente?Já percebeu que, em leituras desse tipo, você contra-argumenta o tempo todo?
7-O texto  de Ferreira Gullar quer persuadir o leitor. Trata-se do que chamamos de texto de opinião.

Sobre o texto argumentativo
Um texto argumentativo defende uma tese (ou proposição) que tem um caráter polêmico, lidando com diferentes opiniões sobre o tema. Para construir a defesa,apresenta uma série de argumentos (ideias que constroem o ponto de vista do autor). Pode apresentar informações e exemplos que ajudam a consolidar a tese defendida; na maior parte das vezes, é exatamente o olhar atento sobre dados da realidade que permite a formulação de uma boa tese. Por isso, não há melhor modo de argumentar do que voltar a esses dados da realidade e oferecer ao leitor uma reflexão sobre eles. Não é assim que Ferreira Gullar faz neste texto?
O uso da língua é um modo de agir no mundo: um instrumento para informar, sensibilizar,comunicar coisas. Mas não é só isso! Usar a língua, na fala e na escrita, é uma forma de ação sobre o interlocutor, para convencer, persuadir, influenciar a formação de opinião ou levá-lo a uma determinada ação. Nesse caso, a comunicação tem uma finalidade argumentativa, assim como o texto de Ferreira Gullar. Ao se questionar sobre a finalidade da arte a partir de sua própria experiência, o autor tem o propósito de convencer seus leitores de que a arte serve para humanizar, embelezar e comover.

IV-Estudo da linguagem

Há assuntos polêmicos sobre os quais discutimos muito em nosso cotidiano: o futebol, a qualidade dos programas de TV e de programas culturais que frequentamos, fatos que envolvem professores e alunos na escola, questões políticas, etc.
Prepare uma lista de assuntos sobre os quais você tem opiniões fortes, que discute com amigos, em família, etc. 
Agora, vamos voltar ao texto e pensar na linguagem usada para argumentar: as estratégias
linguísticas a seguir, à primeira vista, parecem referir-se a operações do pensamento, mas
acima de tudo, constroem a argumentação:

8-Introdução ao diálogo persuasivo
a) Na frase “Confesso que, espontaneamente, nunca me coloquei esta questão: para que serve a arte?”. Pense no significado desta frase: se Ferreira Gullar nunca se colocou a questão, como ela surgiu?
Uma das funções do segmento  é explicitar a natureza dialógica do texto de persuasão. Para entender melhor, pense na língua falada: alguém pergunta uma coisa e outro alguém responde. Enfim, para confessar, temos de estar diante de alguém, não é? Esse modo de introduzir a frase torna explícita a presença do leitor do texto, a quem se está confessando algo. Lembre-se de que “dialógico” é o adjetivo referente a “diálogo”.
Encontre mais duas dessas passagens  no texto.

b) Pense nos tópicos polêmicos que você anotou. Agora, escreva cinco frases utilizando termos introdutores do diálogo persuasivo. Como você poderia mobilizar essas expressões para introduzir um debate sobre esses tópicos?

Termos introdutores do diálogo persuasivo:
Confesso que…
Admito que…
Sempre pre me intrigou... 
Muitas vezes pergunto a mim mesmo/mesma se...
Sempre/Uma vez ou outra, fico surpreso/surpresa/questiono se…



V- Pesquisa  



Você sabe como argumentar sob pressão? Veja dicas aqui!



Um argumento é um raciocínio que se usa para convencer outra pessoa a respeito de algo. 

A palavra argumento tem sua origem no latim(argumentum) , que significa esclarecer, tornar conhecido,provar. 

O ato de argumentar faz parte das nossas vidas diariamente, já que estamos sempre usando informações para convencer outras  pessoas  e provar que o que pensamos  está correto. Quando você explica que seu filho deve comer os vegetais que estão no seu prato, negocia com um amigo o local em que irão jantar ou expressa sua opinião sobre uma notícia, está argumentando, mostrando para os outros o porquê de pensar dessa maneira.

Os argumentos devem ser utilizados sempre que você quiser convencer alguém sobre algum fato ou opinião.Eles podem ser simples,expressos em apenas algumas palavras,ou complexos com raciocínio mais complexos que precisam de explicações mais extensas.

Para identificar qual o melhor, é necessário considerar o assunto, a pessoa para a qual irá argumentar, se é algo básico ou se requer um detalhamento maior para que consiga mostrar o seu ponto de vista de maneira mais eficaz.



1 - Agora é sua vez de se inteirar sobre os tipos de argumentos. Pesquise quais são os tipos de argumentos mais utilizados e dê exemplos de cada um.

Obs.: Realizar as atividades no caderno e depois enviar as fotos no e-mail abaixo até 11/07:
ar.oliveira90@gmail.com






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